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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis; o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB e bispo auxiliar de Campo Grande (MS), dom Eduardo Pinheiro, deram uma coletiva de imprensa, no início da noite, para falar da Jornada Mundial da Juventude de 2013 (JMJ), no Rio. A coletiva foi no Centro de imprensa da JMJ de Madri, na região central da capital espanhola, que acolheu a 26ª JMJ encerrada hoje pelo papa Bento XVI.

O arcebispo do Rio agradeceu ao papa pela escolha do Rio de Janeiro para sediar a 27ª Jornada da Juventude. Ele classificou a responsabilidade como “um grande desafio” e explicou que entrará em contato brevemente com o Pontifício Conselho para os Leigos e responsáveis pela organização da Jornada de Madri a fim de iniciar a preparação da próxima, no Rio.

Dom Orani disse, ainda, que a Jornada será no fim do mês de julho e que, a partir de agora, aguarda o anúncio, pelo papa, do tema do próximo encontro mundial dos jovens. Ele lembrou que, em 2013, a Igreja no Brasil realizará a Campanha da Fraternidade sobre a Juventude.

O presidente da CNBB destacou a organização da Igreja da América Latina, através do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), e falou em trabalhar em conjunto para ter o maior número possível de jovens do continente. na Jornada “Vamos trabalhar como Conferência em união com Celam para que colabore na organização da Jornada, assim se reúne muito mais gente e muito mais países”, disse.

Dom Damasceno acredita que o trabalho deverá ser mais intenso uma vez que a Jornada foi antecipada em um ano por causa da Copa do Mundo que o Brasil sedia em 2014. “Teremos um ano a menos para preparar a Jornada, isso significa um trabalho mais intenso porque não temos tempo a perder”.

O cardeal ressaltou, ainda, que a América Latina é o continente com maior número de católicos, 47%, e avaliou que a jornada “trará muitos frutos, não só para os jovens no Brasil, mas para toda a América Latina".

O presidente da Comissão para a Juventude qualificou como "um momento muito especial para a Igreja no Brasil’ a escolha do Rio de Janeiro para receber a próxima JMJ. “A Jornada no Rio mostrará uma Igreja viva, criativa, em parte por causa dos jovens”, disse. “A juventude brasileira, com sua criatividade, fará com que tenhamos uma bonita Jornada para todo o mundo”.

Fonte: CNBB
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sábado, 20 de agosto de 2011

Doze jovens do mundo todo almoçaram na sexta-feira, 19, com o Papa Bento XVI: dois por continente e dois do país anfitrião da Jornada, a Espanha. A oportunidade de poder perguntar ao Pontífice qualquer coisa, pedir a ele que reze por alguma intenção pessoal ou simplesmente sorrir a ele é privilégio de poucos. Mas como foram eleitos os 12 jovens entre 1 milhão de participantes? O Comitê decidiu fazer um sorteio entre os voluntários internacionais da JMJ, que há meses colaboram na loucura que é organizar essa grande festa de fé.

Os voluntários são do Equador, Eslováquia, Taiwan, Estados Unidos, Vietnã, Congo, França, Ruanda, Autrália, Nova Zelândia e Espanha. Em entrevista antes do grande momento, eles explicaram como foi sua primeira reação quando ficaram sabendo que iriam comer com o Santo Padre e como acreditavam que isso pudesse influenciar suas vidas.

Confira o depoimento de alguns deles:

1) Juan Carlos Piedra Calderón, 33 anos, do Equador - Voluntário da JMJ na Direção Executiva

"Ouvi meu nome e não pude acreditar. Disseram meu apelido e não consegui acreditar que era eu mesmo. Fiquei muito feliz, estava sentado no chão e me levantei de uma vez. Aí vi meu nome no documento, só então acreditei. Era eu realmente. Fiquei muito impressionado e muito feliz. Hoje vi uma foto do Papa com os peregrinos da última Jornada e me emocionei muito. Vi o Santo Padre na mesa com os voluntários e fiquei ainda mais nervoso de pensar que vou comer na mesma mesa que ele. Estou ansioso para conhecê-lo. Sei que isso vai mudar a minha vida, mas não sei exatamente como. Bento XVI é um apóstolo e como cristão, isso significa muito para mim. A princípio pensei que isso não era para mim, que tem mais gente que merece, mas muitos padres me disseram: 'não ligue para isso, foi Deus quem escolheu você'".

2) Eva Janosikova, 28 anos, da Eslováquia - Voluntária internacional da JMJ, administra a página oficial da JMJ no Facebook

"Foi difícil acreditar. Simplesmente na presença do Papa será emocionante. Espero que esse encontro mude a minha vida, rezo por isso porque creio que comer com um homem santo deve mudar algo. Ver uma pessoa que segue tão intensamente a Cristo também deveria ajudar a todos para que O sigam. Só tenho medo de que ele me faça uma pergunta que eu não saiba responder. Estou me preparando muito, refletindo sobre minhas raízes, sobre o futuro dos jovens europeus. Creio que seja providencial essa oportunidade para mim, isso tem me feito refletir muito."

3) Paul , 27 anos, do Vietnã - Voluntário internacional na JMJ

"Fiquei muito feliz quando soube, muito emocionado. Esse almoço é um presente de Deus, vai mudar minha história. quero saudá-lo por todos os jovens asiáticos. Nem sei como me preparar, mas sei que é um presente de Deus que tem me feito repensar e refletir sobre muitas coisas."

4) Michelle Hatfield, 22 anos, dos Estados Unidos - Departamento de voluntários internacionais da JMJ

"Eu não estava no escritório quando anunciaram os nomes dos peregrinos que iriam comer com o Santo Padre. Um dos voluntários chegou depois e me disse. Fiquei muito impressionado, alegre e grato por essa oportunidade. Tenho rezado todos os dias com o coração agradecido a Deus. A alegria que sinto em representar os jovens dos Estados Unidos é uma sensação que não consigo descrever. Ser voluntário já mudou a minha vida, comer com o Papa então... vai mudar tudo, mas ainda não sei exatamente como. Tenho participado da Missa diariamente e rezado o rosário para agradecer a Deus por essa oportunidade.

Fonte: Canção Nova noticias
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Esta sexta-feira o porta-voz da Santa Sé, o Pe. Federico Lombardi, confirmou que o Rio de Janeiro será a sede da 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no ano 2013, e precisou que esta será celebrada em sede internacional um ano antes para não coincidir com o Mundial de Futebol, que terá lugar em 2014 no Brasil.

Embora seja tradição que o Santo Padre anuncie a sede da seguinte JMJ ao concluir aEucaristia de encerramento da jornada, nesta ocasião foi confirmada previamente a sede do seguinte encontro internacional.

Na quinta-feira 11 de agosto, fontes diplomáticas confirmaram à Europa Press que o governador de Estado do Rio de Janeiro (Brasil), Sergio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, viajarão a Madri na próxima semana para comparecer aos atos que estarão sendo celebrados por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JM), que se realiza entre os dias 16 e 21 de agosto.

Assim, está previsto que tanto o governador como o prefeito do Rio de Janeiro estejam presentes nos eventos centrais celebrados com o Papa Bento XVI.

O Pontífice chegará na próxima quinta-feira 18 a Madri onde lhe aguarda uma cerimônia de boas-vindas na Praça de Cibeles, a Via Sacra no Passeio dos Recoletos, e a Vigília e a Missa'de envio' no aeródromo de Quatro Ventos.

Também participarão de alguns dos eventos da JMJ com Bento XVI o chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, e a secretária nacional de Juventude da Presidência da República, Severo Carmen Maceado, conforme informaram à Europa Press as próprias fontes.

No momento, há ao redor de 14 mil jovens brasileiros inscritos na Jornada, um cifra superada só pela Espanha, a Itália, a França, os EUA e a Alemanha.

Segunda cidade latino-americana a sediar a JMJ

Deste modo, depois de Buenos Aires (1987), a cidade brasileira será segunda da América do Sul em celebrar o encontro internacional. Com a de Madrid já foram celebradas 26 JMJs, todas elas presididas pelo Papa e onze delas fora do Vaticano.

Estas são: Buenos Aires (Argentina), Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polônia), Denver (Estados Unidos), Manila (Filipinas), Paris (França), Roma (Itália), Toronto (Canadá), Colônia (Alemanha) e Sydney (Austrália). Perto de 20 milhões de jovens foram a estes encontros internacionais.

As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram em 1984 por iniciativa do Papa João Paulo II. A primeira teve lugar em Roma no domingo de Ramos do mencionado ano, no contexto das celebrações setoriais do Ano Santo Jubilar da Redenção (1983-1984).

Diante do êxito da convocatória e das urgências eclesiásticas da Pastoral de Juventude, João Paulo II as instituiu com caráter permanente. Cada encontro internacional tem como lema uma frase Bíblica e todos contam, além disso, com um hino. Ambos convidam os jovens a refletirem sobre o Evangelho.

Anualmente as Jornadas são celebradas em cada diocese; entretanto, a cada dois ou três anos se organiza um evento internacional em uma cidade do mundo. A celebração se prolonga durante uma semana e inclui encontros religiosos, culturais e festivos, e conclui com uma Vigília e a Eucaristia presidida pelo Sumo Pontífice.

O primeiro dos encontros internacionais ocorreu em 1987 em Buenos Aires, onde um milhão de pessoas foram convocadas pelo Papa João Paulo II para "construir uma sociedade melhor".

Dois anos mais tarde, depois da capital Argentina, realizou-se em Santiago da Compostela, onde milhares de jovens peregrinos se reuniram com o Papa no Monte do Gozo.

A seguinte parada teve lugar em 1991 na cidade polonesa de Czestochowa, que representou a primeira reunião de João Paulo II com milhares de jovens em um país da Europa do Leste. À JMJ de Denver em 1993 compareceram meio milhão de jovens, convocados às Montanhas Rochosas, e foi a edição em que João Paulo II instaurou a Via Sacra.

A JMJ de 1995 se celebrou em Manila, a mais multitudinária da história com cinco milhões de assistentes. Dois anos mais tarde, em 1997, Paris foi a capital escolhida para festejar a XII Jornada Mundial da Juventude. Em 2000, coincidindo com o Jubileu, três milhões de jovens de todo o mundo atenderam o chamado do Papa e foram a Roma.

Toronto 2002 foi a última JMJ internacional à qual compareceu João Paulo II, já que faleceu meses antes da celebração da JMJ em Colônia, 2005. A esta foi o atual Pontífice, Bento XVI, para reunir-se com mais de dois milhões de jovens.

A cidade australiana de Sydney, em 2008, foi o último encontro internacional anterior ao de Madri.

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